José Bueno Sensei

De Aikipedia

Bueno Sensei
Ouvi falar pela primeira vez sobre o Aikido em 1984 durante um curso introdutório de medicina chinesa em São Paulo. Um dos professores teve a intuição que eu gostaria do Aikido. Anotei o endereço para conferir. Naquela época, não havia internet, google, websites, celulares e nem mesmo um telefone fixo para ligar e pedir informações. Arrisquei uma visita e me deparei com um pequeno e velho prédio residencial no bairro do Glicério. Nenhuma placa, nenhuma pista. Entre os vizinhos na Rua das Carmelitas havia um cortiço onde moravam prostitutas e travestis, um sindicato e um boteco.

No térreo uma pequena igreja evangélica reunia crentes que gritavam aleluias. Nunca soube se as preces foram atendidas na mesma intensidade com que rezavam. Ao chegar ao segundo andar, duvidando que fosse achar a escola recomendada, encontrei uma pequena porta com uma pequena placa onde se lia: Aikido. Entrei e lá estava um professor que se preparava para começar um treino com alguns poucos alunos. Fui convidado a participar desta aula e não pensei duas vezes. Fiquei encantado com a atmosfera, a prática e a filosofia de harmonia do Aikido. Nunca mais parei de treinar. Este lugar era a antiga sede da Associação Pesquisa de Aikido. O professor era Ono Sensei, um dos mais antigos e respeitados mestres no Brasil. Entre os alunos desta escola a maioria era da colônia nipônica. Noventa por cento do que ouvia nos treinos era em língua japonesa e os brasileiros eram tratados curiosamente como gaijin ou gaikokujin (estrangeiro) dentro do Dojo. Achava meio estranho receber este tratamento, mas decidi ir fundo para ser aceito neste clube fechado. Freqüentava o bairro da Liberdade, lia haikai, ouvia taiko, shamisen e shakuhati, conheci o buto, estudava kanban e radio-taisso, provei o soba, o sashimi e o yakisakana, aprendi a pintura sumi-e, cantava em karaokê e, claro, estudava japonês. Em 1994, inaugurei o Dojo Harmonia e o Aikido passou a ocupar um espaço central na minha vida. Deixei de lado a tola idéia de me tornar japonês e passei a expressar cada vez mais minha natureza meio carioca/meio paulistana. O resultado final desta mistura está nos três projetos que coordenoesenvolvo como professor, como empreendedor social e como facilitador em:

1. O Dojo - o CORPO. O centro de treinamento na arte Aikido, a formação de faixas-pretas, a prática, as técnicas, a disciplina e a aprendizagem pela experiência.

2. A Ação Voluntária - o CORAÇÃO. Aikido como ferramenta de inclusão social; a formação de valores através da formação no caminho do Aikido; a criação de uma cultura de paz em ambientes de violência; crianças, jovens e responsabilidade social.

3. A Consultoria - a MENTE. Palestras, demonstrações e workshops em ambientes corporativos; a metáfora do Aikido como inspiração para lideranças; princípios para boa resolução de conflitos; uma nova visão para oportunidades nos negócios e nas relações.

Por: Bueno Sensei

Em 2008, formalizei minha conexão com Luis Gentil Sensei, 5º dan, aluno de Miyamoto Shihan, Aikikai Hombu Dojo. Esta relação torna o Dojo Harmonia uma organização ligada ao Círculo de Aikido que tem sua sede no Rio de Janeiro.


Fonte

www.aikidoharmonia.com.br